quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A vida dá-nos exactamente o que precisamos em determinado momento. As coisas têm uma sequência de razão universal que nem sempre é bem compreendida por nós.

Dou por mim a reflectir sobre toda a minha vida. Toda mesmo.
Infância, adolescência, vida adulta, agora. Observo todos os factos e acolho-os no coração e na razão. Aos bocadinhos. Muito aos bocadinhos. Devagarinho. Com tempo. Vou tirando um ou outro e analiso a fundo a situação. A origem, o acontecimento, o porquê e no que se manifestou ou manifesta ainda hoje.
E assim muito lentamente vou-me conhecendo. Vou-me analisando. Vou entendendo o porque de determinada situação acontecer na minha vida. E porque lido com ela de determinada forma.
E depois de entender a origem de tudo, a sequência de tudo, procuro saber onde e como posso melhorar.

Um trabalho muito demorado. Um trabalho de mergulho intenso e profundo no canto mais escondido do nosso ser, que muitas vezes aparece como um pântano. Um trabalho muitas vezes árduo. Um trabalho que não nos traz as melhores conclusões sobre nós mesmos. Um trabalho solitário. Nosso.

E, às vezes mergulho bem no fundo, e fico lá por momentos. Ás vezes não quero vir a superfície. Vir a superfície implica saber e tomar acções. Ás vezes não sabemos que acções tomar. Ás vezes precisamos de muita força para tomar algumas decisões...

... E precisamos de um apoio.
O apoio de alguém que nos saiba orientar nas questões, nas dúvidas, nas soluções.
E precisamos sempre do apoio das "nossas pessoas". Aquelas que "no matter what" estarão lá a receber-nos depois de voltarmos do pântano. Depois de virmos à superfície, às vezes perdidos. Aquelas que nos dão aquele abraço bem forte quando menos esperamos e quando mais precisamos. Aquelas que gostam mesmo mesmo de nós.
As nossas pessoas.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Ano novo 2016

Post meu que quero guardar publicado no facebook no dia 31 de Dezembro 2015:

Desejo a todos um Feliz Ano de 2016! Muita saúde, paz, amor e compaixão!
E desejo que todos tenhamos a capacidade de acreditarmos em nós próprios, de não desistirmos quando o peso do mundo se abate sobre os nossos sonhos. E mesmo quando estivermos errados, tenhamos a coragem de parar e de recomeçar com a mesma força impulsionadora que nos leva a procurar a felicidade.
Saibamos reconhecer e retribuir o amor na mesma proporção a todos e, principalmente, àqueles que todos os dias nos lembram que "You are Loved".
(You know who you are!)
Sejamos capazes de proporcionar a paz em nosso redor, dar e receber o amor e praticar a compaixão.
O sol continuará a brilhar em 2016!
Façamo-lo brilhar mais intensamente para que todos os seres possam beneficiar dessa luz!
FELIZ ANO 2016!


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Reflexão 2015

Uma reflexão sobre o ano 2015.

Poderia dizer que não foi um ano bom em termos de resultados, mas aí teria um conjunto de vozes a lembrar-me que "Não foi bom nem mau, foi o que foi".
É isso...
Foi diferente.

Perdi muita coisa. Muita mesmo...
Perdi o meu pilar de 15 anos. Perdi a confiança e ganhei a desilusão inesperada. Perdi a doce ingenuidade e a esperança no amor eterno. Perdi o sonho e "aquele" futuro.
Perdi aquele "amor". Ganhei um vazio.

Originei zangas, discussões e desentendimentos ao meu redor. Deixei que me afogassem em palavras e acções desconcertantes. Mergulhei nas profundezas do meu lado Sombra. Descobri o meu lado Sombra.

Andei perdida. Perderam-me...

Mas...
Tudo o que deixa um vazio, deixa espaço. Espaço para o novo. Para uma infinidade de coisas novas. E elas vão surgindo. Bem devagarinho. Bem silenciosas.

E nas profundezas do meu lado Sombra, aprendi, continuo a aprender. Trago tudo à superfície e liberto-me. Vejo com maior clareza. Conheço-me e conheço a verdade. Permito-me mergulhar de novo e trazer à luz o que é preciso mostrar-se para se dissipar ao sol.
E o Sol brilha. E vai brilhar.
E eu vou brilhar com ele em 2016.

domingo, 11 de outubro de 2015

Não sei como voltar.
Não sei quem sou.
Estou a tentar descobrir-me, parada, no meio de uma feira de venda de artigos, com todos a impingirem-me aos berros o que devo ou não comprar.
E eu não me estou a conseguir ouvir.
Não estou a conseguir respirar.
As vozes sufocam-me o pensamento.
Tudo gira... gira... carrossel.
Mas eu não consigo acompanhar... não consigo parar.
E a feira continua...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Desconstruir

Porque a vida não é só cores e boa disposição. Hoje é um post diferente.

Sinto-me sem paciência, irritada, cansada, farta... Só me apetece sacudir-me e tirar toda a poeira e toda a coisa colada em mim que se agarra tipo cola e teima em desaparecer.
Sinto-me pesada.
Sinto um turbilhão de reclamações em cima. De cobranças. De pressões.
Não sou a mesma. Nop.
Mas há coisas que "estou" e que não quero "estar" e não quero que se transformem em "ser". E há outras que sou agora, que quero ser agora, mas não desta forma.
Isto é uma confusão mental de conceitos que preciso desconstruir.
Aliás, preciso de desconstruir-me e, de seguida, montar-me de novo.  De forma limpinha, levezinha, colorida!
Preciso de desconstruir todo este turbilhão perdido do meu ser e depois, peça-a-peça, encaixar no sítio, brilhante, translúcida, pura, sedosa... como uma pena.
E apenas e somente o que interessa.

Mas que raio de tanto peso sinto em cima? E quando tento tirar algum, afasto as pessoas. Afasto-me das pessoas.
Mas quem quero eu ser? Qual o equilíbrio?

Cada vez que procuro definir-me, vejo atitudes agressivas, impacientes, egoístas, nos últimos tempos... Mas eu não quero "estar" nem "ser" definida desta forma.
Mesmo tendo motivos, eu SEI, eu SEI que eu não sou estas emoções. Eu sei que posso controlar a forma como reajo e vejo todos estes "sujeitos" externos a mim. Por isso, não posso definir as minhas atitudes e, logo de seguida, trazer sempre justificações como se desculpassem cada comportamento.
I should know better!



Esta é mais ou menos a minha cabeça.












Eu sei como gostaria de estar neste momento.
Sei como quero ser e que caminho estou a fazer para Ser.
Mas, no meio de tanta mudança, estou a perder muita coisa e não estava preparada para isso... Sabia o que ía ganhar, mas não contei com as perdas...

E ainda não encontrei a melhor forma de Ser, nem o melhor caminho.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

A provar o Provo-te!

Às vezes faço coisas que me surpreendem.
Como não ter dormido nada na noite anterior, estar completamente a cair de sono, ir buscar as crianças, dar-lhes de jantar, metê-las no carro e ir às 21h30 à Fnac ver o lançamento do livro da Catarina Beato, do blog de Dias de Uma Princesa.
Apenas porque sim.
Apenas por gosto de a ler.

Pelo caminho ouço a minha filha dizer:"Mamã, eu acho que está a ficar de noite. Todos os meus amigos já estão a dormir e nós estamos a sair de casa. Temos de voltar."
Isto para verem a anormalidade que os meus filhos acham sair de casa depois do jantar. Tem o seu lado positivo e negativo.

E, pronto, lá fui eu, com os meus filhos com um ar apavorado do género:"A minha mãe não está bem!"

Chegamos bem cedo, isto porque eu estava na expectativa que começasse mesmo a horas, para me vir logo embora deitar as crianças. Coitadas, ali a aturar as minhas coisas a meio da semana de aulas.

Mas pronto, tudo correu bem. Os meus amores portaram-se lindamente.
A Catarina Beato, não sei porquê (mas fico sempre muuuuuito contente), lá se vai lembrando de mim sempre que nos cruzamos nestas coisas ou workshops.
Eu lá fico engasgada com muita coisa para lhe dizer e nada digo.
Eu já sou uma tótó, e nestas alturas fico estupidamente tótó.

Basicamente queria ter-lhe dito isto:"Não sei o que te dizer."
É que é verdade. Sabem quando querem dizer muita coisa a uma pessoa, mas na verdade não sabem mesmo o que dizer?

Basicamente, no final da dedicatória, desejei "Felicidades". Podia ter saído pior, não?

Meu Deus, às vezes sinto-me tão estupidamente isto mesmo.

Aqui vai uma foto da dedicatória.


Só fico com pena de não ter uma foto como no ano passado, juntas.

Vou provar o Provo-te! e ensinar aos meus que vale a pena acreditar que a felicidade que desejamos existe. Que histórias de amor reais e verdadeiras existem. E que não devemos aceitar abaixo disto.




segunda-feira, 11 de maio de 2015

A moment

Meu Deus, que já cá não venho há tanto tempo...

Porque realmente não sei o que escrever. Ou porque o que quero escrever, não o posso dizer assim.
Vamos lá retomar isto e ser úteis para a humanidade, ok?:)

Today I had a moment!
Daqueles em que devíamos ter uma máquina fotográfica dentro do nosso olhar já em flash, e ...Tic! Apanhar o momento, poder imprimi-lo e voltar a recordá-lo, exactamente como o vi, anos depois.
E também poder sentir o mesmo que naquele momento, sempre que olhasse para a foto.

Um momento entre mãe e filha! Um sorriso da minha menina e um olhar inesquecível!
What a perfect moment!

O melhor do meu dia!


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Workshop Papas de Aveia

Hello!
Quase que conseguiria escrever um post, mas desde que abri a janela até este momento já passou 1 hora e o tempo não está a permitir que me perca por aqui.

O mês passado fiz um workshop de Papas de Aveia com a Catarina Beato do Blog Dias de Uma Princesa. A foto aqui!
Fiz o workshop porque é sempre agradável rever a Catarina ao vivo e ouvi-la, e porque preciso de variar os meus pequenos almoços saudáveis.
Já tive pacotes de aveia em casa que deixei passar o prazo por não saber o que fazer com aquilo. Agora já sei.
Confesso que a 1ª receita que provei não foi das mais saborosas, mas também não adicionei qualquer item adoçante.
Digamos que também inventei um pouco e usei Maça Reineta, o que por si só já não adoça nada.

O aspecto não é o melhor do mundo, mas valeu a minha primeira experiência e a vontade de continuar (aveia, chá, canela, queijo quark, nozes).

A seguir decidi experimentar as Overnights e fiquei fã. São boas mesmo!

Agora só tenho de aperfeiçoar a técnica e inventar um pouco.

domingo, 11 de janeiro de 2015

FELIZ ANO 2015!

FELIZ ANO NOVO!!!

2015 é um grande ano!
É um ano de concretizações, de caminhadas, de aprendizagens, de Make It Happen, de conquistas, de vitórias, de alegrias, de alguns tropeções, mas de muitos sorrisos!

É ou não é?

Eu digo que SIM! Dentro do que estiver ao meu alcance, dentro do meu campo de escolha, eu vou querer que seja assim.


O ano 2014 acabou e nem tive oportunidade de me despedir por aqui. Mas agora não falha o Happy New Year!

Ainda não fiz a minha lista de TO DO's, nem revi a do ano passado. Mas sei que é importante manter o foco ao logo do ano e ir revendo os nossos objectivos.
Neste momento não tenho tanto tempo disponível pelos melhores motivos.
Um novo desafio profissional que me ocupa mais o tempo durante o dia e me leva também a estudar um pouco mais à noite. Por isso, a minha ausência do blog...

Espero em 2015 retomar por aqui.
Espero que tenham todos um ano 2015 ao melhor nível!
Espero que todos os seres possam viver em paz, essencialmente.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

The beginning of the end

Hoje não se fecha um ciclo, mas inicia-se o fecho de um ciclo.
Um ciclo longo onde fui muito feliz, acima de tudo, e onde dei tudo de mim.
Onde passei horas e horas, durante um determinado periodo da minha vida, muitas mais do que aquelas passadas em casa, e que hoje mostram-me que não fiz nada de que hoje me arrependa.





Deixei de fazer muitas coisas, sim, de me divertir, de fazer actividades, de relaxar, mas foi opção. Realizei-me em muito no trabalho que fiz. E, confesso, que não me arrependo.
Alguns dos meus colegas irão ficar chocados com esta afirmação. Mas não me arrependo.

Houve tempos que destruí um pouco da minha vida pessoal. Que deixei de ter e me dedicar a esse outro lado. Mas não foi culpa do trabalho. Foi culpa minha. Da minha falta de consciência das coisas. Da falta de capacidade de gestão.

E tive muita sorte. Durante muitos destes anos, tive sempre colegas/amigos que me acompanharam nessa viagem de dedicação profissional, horas tardias... Bons amigos. Que hoje não sentem que o esforço tenha valido. Mas eu não consigo pensar da mesma forma. A bem ou a mal, eu sentia-me realizada assim.

Let the end begin...